Ex-braço direito de Dilma Rousseff na Casa Civil, Erenice
Guerra foi ouvida em outubro na PF em Brasília. Ela havia sido acusada
na delação premiada de Otávio Azevedo, ex-presidente da Andrade
Gutierrez, de ter atuado para favorecer a empreiteira na construção de
Belo Monte. Questionada sobre o assunto, Erenice surpreendentemente
confirmou as declarações de Otávio. Segundo ela, o governo precisaria
incluir a Andrade, a Camargo Corrêa e a Odebrecht nas obras: “Pelo porte
do empreendimento, seria muito arriscado destinar sua construção apenas
às empresas menores que haviam composto o consórcio investidor que
vencera o leilão”.
Pelas declarações de Erenice, já estava tudo garantido às grandes empreiteiras, justamente as maiores pagadoras de propina. “Mesmo as empresas Camargo Corrêa e Odebrecht tendo desistido de participar do leilão, em clara tentativa de obstar sua realização, o governo federal não poderia abrir mão da participação dessas empresas de maior porte, não só pela capacidade técnica, mas também pela capacidade econômica, no sentido de reunir as garantias financeiras necessárias”, afirmou.
Segundo Erenice, a nova configuração do consórcio foi feita por uma “análise técnica” da Eletrobras e obteve o aval do governo federal.
Pelas declarações de Erenice, já estava tudo garantido às grandes empreiteiras, justamente as maiores pagadoras de propina. “Mesmo as empresas Camargo Corrêa e Odebrecht tendo desistido de participar do leilão, em clara tentativa de obstar sua realização, o governo federal não poderia abrir mão da participação dessas empresas de maior porte, não só pela capacidade técnica, mas também pela capacidade econômica, no sentido de reunir as garantias financeiras necessárias”, afirmou.
Segundo Erenice, a nova configuração do consórcio foi feita por uma “análise técnica” da Eletrobras e obteve o aval do governo federal.
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