Dinheiro pagaria servidores para que levantassem informações em banco de dados governamentais
Rio
- Cinco milhões de reais seria o valor angariado para financiar a
montagem de um dossiê contra o juiz da 7ª Vara Federal Criminal, Marcelo
Bretas, e integrantes da força-tarefa da Lava Jato do Ministério
Público Federal (MPF), no Rio. O dinheiro que teria formado um fundo
milionário seria para pagar, principalmente, servidores públicos para
levantar as informações em banco de dados governamentais. Pelo menos,
esta é a denúncia investigada pela Polícia Federal. O ex-governador
Sérgio Cabral, preso em novembro de 2016, é acusado de estar por trás do
plano, que teria o objetivo de desmoralizar a atuação do grupo.
No primeiro momento, a investigação da Corregedoria da Polícia Civil vai se concentrar nos agentes que fizeram pesquisa em setembro, como aconteceu na 22ª DP (Penha), e outubro na Delegacia de Repressão aos Crimes Contra a Propriedade Imaterial (DRCPIM). Há a informação, por exemplo, de que um dos policiais teria emprestado a sua senha, sem saber, para outro que buscou os dados sobre o magistrados. As pesquisas sobre informações relacionadas ao juiz começaram em agosto de 2013. No ano seguinte continuaram com levantamentos sobre parentes, como dados sobre a mulher de Bretas, que também é juíza. Há ainda registro de uma pesquisa feita por alguém que não é policial civil e nem militar.
Quarta-feira, Mendes recebeu parecer da procuradora-geral da República, Raquel Dodge, favorável à retirada de Cabral do estado. No documento, Raquel defendeu que é uma forma de "evitar que Cabral exerça sua condição de líder de organização criminosa". A data para o julgamento do mérito do caso ainda não foi marcada. Vão participar da sessão, além de Mendes, Edson Fachin, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli e Celso de Mello, que compõem a 2ª Turma da Corte.
Cabral negou as acusações em depoimento a Bretas,
quarta-feira, sobre a operação Fratura Exposta, que em abril prendeu o
ex-secretário estadual de Saúde Sérgio Côrtes. Mas a Polícia Federal
apura quem participaria como colaborador do fundo. A Corregedoria da
Polícia Civil abriu procedimento para investigar os agentes que entraram
no Portal da Segurança para buscar dados sobre Bretas e seus
familiares, com base em auditoria da Secretaria de Segurança Pública.
Semana que vem, sete agentes serão convocados para ser ouvidos no órgão.
Consultas em 2017No primeiro momento, a investigação da Corregedoria da Polícia Civil vai se concentrar nos agentes que fizeram pesquisa em setembro, como aconteceu na 22ª DP (Penha), e outubro na Delegacia de Repressão aos Crimes Contra a Propriedade Imaterial (DRCPIM). Há a informação, por exemplo, de que um dos policiais teria emprestado a sua senha, sem saber, para outro que buscou os dados sobre o magistrados. As pesquisas sobre informações relacionadas ao juiz começaram em agosto de 2013. No ano seguinte continuaram com levantamentos sobre parentes, como dados sobre a mulher de Bretas, que também é juíza. Há ainda registro de uma pesquisa feita por alguém que não é policial civil e nem militar.
Mas há muito a ser explicado. Até uma agente
aposentada procurou no sistema informações sobre parente de Bretas,
assim como uma oficial de cartório. O maior cerco a ser fechado, no
entanto, é contra quem buscou dados sobre o juiz depois de novembro de
2016, mês da prisão de Cabral.
O sinal de alerta foi acionado para Bretas em
audiência no mês passado, quando Cabral era ouvido na ação penal na qual
é acusado de fazer compras de R$ 4,5 milhões na H.Stern para lavar
dinheiro, declarou que a família do juiz tinha negócios no ramo de
joias. A afirmação foi vista como uma ameaça ao magistrado. O que
motivou decisão de Bretas determinando transferência de Cabral para
presídio federal. Mas o ministro Gilmar Mendes, do Supremo, decidiu, em
liminar, mantê-lo no Rio.
Decisão do STF sem data
A
decisão final sobre a transferência de Sérgio Cabral foi parar no
Supremo Tribunal Federal por causa de habeas corpus apresentado pela
defesa que foi distribuído ao ministro Gilmar Mendes.Quarta-feira, Mendes recebeu parecer da procuradora-geral da República, Raquel Dodge, favorável à retirada de Cabral do estado. No documento, Raquel defendeu que é uma forma de "evitar que Cabral exerça sua condição de líder de organização criminosa". A data para o julgamento do mérito do caso ainda não foi marcada. Vão participar da sessão, além de Mendes, Edson Fachin, Ricardo Lewandowski, Dias Toffoli e Celso de Mello, que compõem a 2ª Turma da Corte.
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