
Donald Trump (Crédito: AFP/Arquivos)
“Você quer saber? Se a lei é assim, eu gosto de obedecer à lei”, disse o mandatário em uma entrevista coletiva na Casa Branca. No último sábado (4), Trump havia dito que os EUA tinham identificado 52 alvos no Irã, incluindo locais “importantes para a cultura” do país persa, para serem atacados de forma “rápida e dura”.
A ameaça gerou críticas – inclusive internas – contra o presidente, já que bombardear patrimônios culturais é considerado crime de guerra por convenções internacionais. Os secretários americanos da Defesa, Mark Esper, e de Estado, Mike Pompeo, já haviam contrariado o próprio chefe e negado a possibilidade de ataques contra áreas culturais no Irã.
“Pense nisso: eles matam pessoas, explodem nossos cidadãos e nós temos de ser muito gentis com suas instituições culturais. Mas estou ok com isso”, disse Trump nesta terça, mostrando sua contrariedade com a restrição.
UE dividida – A União Europeia tenta se colocar como mediadora na crise entre Irã e Estados Unidos por causa da morte de Soleimani, mas uma fonte citada pela agência italiana AGI disse que o bloco está dividido.
“Alguns países estão abertamente do lado dos EUA por causa das relações transatlânticas. Outros são compreensivos com o Irã, onde têm interesses econômicos”, afirmou.
Alemanha, França e Reino Unido, signatários do acordo nuclear de 2015, criticaram Soleimani por seu papel de “desestabilização” do Oriente Médio, mesma linha adotada pela presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen.
Em conversa por telefone com o secretário Mark Esper nesta terça, o ministro da Defesa italiano, Lorenzo Guerini, pediu “moderação, diálogo e senso de responsabilidade”. Segundo Guerini, as prioridades de Roma são a “estabilidade da região e do Iraque e a necessidade de praticar qualquer esforço que preserve os resultados da luta contra o Daesh [um dos nomes do grupo Estado Islâmico]”. (ANSA)
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