
Pela primeira vez nesta pré-campanha tão precariamente estruturada, até posa para as fotos da imprensa e para as câmeras de televisão. Mas a dupla se desfez rio fim de semana, com o presidente no Rio para as entrevistas de horas à Rádio Tupi e TV Bandeirantes e a candidata enfrentando o teste da campanha solo, em visita ao chão mineiro de Ouro Preto e São João Del Rei, a terra do falecido presidente Tancredo Neves, que morreu antes de tomar posse.
Pois ambos se deram muito mal na experiência, embora nem sempre acertem em dupla. Lula ainda resmunga para não pagar as duas multas que totalizam R$ 15 mil, aplicadas pelo Superior Tribunal Eleitoral (STE). Ora, em mais de sete anos dos dois mandatos habituou-se a não pagar nada, pois são justas e fartas as mordomias presidenciais.
No caso, seria muito menos desgastante pagar as multas sem alarde, como faz todo mundo, do que se expor às constrangedoras contradições. Voltou a negar, contra a mais clara evidência, que tenha feito campanha antecipada da candidatura de Dilma. E, na forma do criticável costume, responsabilizo as redes de TV que editaram as imagens ao comentarem as punições que ameaçam o seu bolso. Conformado, afirmou que pagará a multa se a Justiça entender que cometeu o lamentável erro.
O desempenho da candidata Dilma Rousseff deve estar preocupando seriamente o presidente Lula e a turma que marca passo no cordão que cada vez aumenta mais. A pré-candidata falou pelos cotovelos. Além do improviso na Câmara Municipal de Ouro Preto, atendeu aos jornalistas e conversou com os membros da sua comitiva.
Na toada dos desmentidos negou que vá usar a tática do "bateu, levou". Mas, no galeio da contradição, atacou com aspereza a oposição. Os que se calam são hipócritas que não querem bater de frente com a popularidade do presidente Lula. E no recado direto advertiu a oposição que ela, e somente

A candidata Dilma ainda não aprendeu a toada de campanha. Repetir como realejo que é candidata do presidente Lula é chover na inundação que castigou o Rio, Niterói e várias cidades fluminenses em dois dias em que não se viu nem o presidente Lula, a candidata Dilma ou os figurões do primeiro time ao lado das autoridades estaduais e municipais. Tragédia não dá voto. E, como no caso, pode tirar muitos.Villas-Bôas Corrêa
Repórter político do JB
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