Do Contas Abertas
A
segurança do vice-presidente, Michel Temer, e sua família durante o
Carnaval sairá por, pelo menos, R$ 11,2 mil. O valor deverá ser ainda
maior, já que os empenhos orçamentários emitidos não incluem diárias,
hospedagens e compras pessoais. O vice-presidente viajou no dia 07 para
Miami, nos Estados Unidos, e retornará dia 13 deste mês.
De acordo com a
Vice-Presidência, as despesas não são secretas e todo o valor gasto terá
que ser justificado e, posteriormente, encaminhado aos setores de
administração e fiscalização. Por questão de segurança, não é possível
saber quantos agentes atuarão na proteção do vice-presidente e família.

A legislação brasileira
permite que presidentes da República, bem como os vices, recebam
proteção especial do Estado, mesmo que não estejam em atividade. A
guarda é prestada pelo Gabinete de Segurança Institucional, que conforme
a Lei 10.683, de 2003, é responsável por zelar pela segurança pessoal
do Chefe de Estado, do Vice-Presidente da República e respectivos
familiares, dos titulares dos órgãos essenciais da Presidência da
República e de outras autoridades ou personalidades quando determinado
pelo Presidente da República.
Para o cientista político
Antônio Flávio Testa, o Vice-Presidente da República, como chefe de
Estado, precisa ter essa segurança especial. “Imagine eventual sequestro
do vice-presidente da República, ou atentado? O valor previsto para
essa viagem é até razoável, levando em conta que os seguranças precisam
ficar colados nele e na família durante todo o Carnaval”, explica Testa.
Segundo a
Vice-Presidência, mesmo custeando todas as despesas, Michel Temer não
pode abrir mão dos serviços permanentes de funcionários do governo. A
vice-presidência informou ainda que Michel Temer pagou todas as suas
despesas pessoais, assim como de seus familiares.
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