
Numa entrevista à TV Brasil ontem, o presidente Lula disse que poderia até assinar a compra dos aviões, mas achou melhor deixar a palavra final sobre o assunto para sua sucessora. O presidente deixou transparecer que a inclinação do governo é pelos caças Rafale, da francesa Dassault.
- É uma dívida muito grande, é uma dívida de longo prazo para o Brasil. Já tem um presidente eleito. Eu poderia assinar correndinho e fazer um acordo com a França, mas não vou fazer - afirmou Lula, numa entrevista de duas horas ao telejornal Repórter Brasil.
O assunto que predominou na conversa de Dilma com Jobim foi a deficiência dos aeroportos e a retirada da aviação civil da alçada do Ministério da Defesa. Dilma vai criar a Secretaria Especial de Aviação Civil, ligada à Presidência da República. A medida facilitaria a privatização de terminais, como tem defendido Dilma. A preocupação é com a preparação dos aeroportos para a Copa do Mundo de 2014. A intenção de Dilma é deixar a Infraero sob o comando de um executivo de mercado que profissionalize a empresa.
O ministro da Defesa saiu sem dar entrevistas. Fontes do governo de transição disseram que os dois trataram também da situação do Rio.
A presidente eleita, que já se reuniu com o governador Sérgio Cabral, tem repetido que manterá todo o apoio necessário ao Rio no combate à criminalidade.
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