
O Ministério da Saúde do Haiti disse que até terça-feira, dia 9, havia 11.125 pessoas hospitalizadas com casos confirmados de cólera, e que 724 pacientes haviam morrido. Dez mortes aconteceram em Porto Príncipe, a capital, onde milhares de desabrigados do terremoto vivem amontoados em precários acampamentos.
Na declaração à conferência médica, Barzilay afirmou que as autoridades sanitárias dos EUA estão preocupadas com a possibilidade de que o cólera se espalhe para países vizinhos, inclusive os EUA, que ficam a apenas duas horas de voo.
Em seu site, o Departamento de Saúde da Flórida alertou que as viagens de e para o Haiti se intensificaram desde o terremoto de janeiro, graças ao fluxo

"O cólera não se espalha tão facilmente em países desenvolvidos como os EUA, mas queremos assegurar que não deixaremos situações de alto risco passarem despercebidas, como o cólera em alguém que manipule alimentos, ou focos isolados", disse o departamento.
A Flórida concentra cerca de 46 % da população de origem haitiana nos EUA, um total de 241 mil pessoas.
O cólera é uma doença transmitida por contaminação da água e alimentos. Especialistas acreditam que a epidemia se agravou devido a inundações causadas pelo furacão Tomas, neste mês.
Apesar do terremoto, da epidemia e do furacão, as autoridades haitianas decidiram manter as eleições presidenciais e legislativas de 28 de novembro no país.
Nenhum comentário:
Postar um comentário