
O fogo antiaéreo foi seguido de explosões e disparos de metralhadoras, e o céu ficou iluminado de tiros, segundo jornalistas da Reuters e da France Presse.
Ao menos um avião sobrevoou o setor da residência-quartel de Kadhafi, no bairro de Bab al Aziziya, no sul da capital, em meio aos disparos de artilharia e várias explosões.
Ao mesmo tempo, as Forças Armadas, em comunicado lido pela TV estatal líbiaanunciaram que 48 pessoas morreram e 150 ficaram feridas em "áreas civis" depois dos bombardeios do sábado.Os ataques, segundo a nota, ocorreram nas cidades de Trípol

'Campo de guerra'No final da noite de sábado, o contestado Kadhafi disse que a Líbia iria responder militarmente e enfrentar o que ele chamou de uma "agressão colonialista e cruzada", horas depois do início dos ataques da coalizão.
Em um áudio divulgado na TV estatal, Kadhafi disse que o Mar Mediterrâneo e o norte da África se transformariam em um "verdadeiro campo de guerra" .Ele prometeu atacar alvos "civis e militares" na região do Mediterrâneo e abrir os depósitos do governo para armar a população líbia.
"É necessário abrir os depósitos e armar as massas com todos os tipos de armas para defender a independência, unidade e honra da Lí

O ditador também apelou a " africanos, árabes, latino-americanos e asiáticos" que apoiem o povo líbio contra o inimigo.
Pouco antes, a TV estatal havia anunciado que um avião francês foi abatido sobre Njela, distrito de Trípoli, por baterias antiaéreas das forças leais a Kadhafi. A França desmentiu a informação.Forças de cinco países começaram neste sábado a atacar a Líbia, em cumprimento a uma resolução do conselho de segurança da ONU aprovada dois dias antes.O objetivo é impedir que tropas leais a Kadhafi continuem atingindo alvos civis, durante a repressão de uma revolta oposicionista que dura mais de um mês e que tenta tirar o coronel do poder, que ele ocupa desde um golpe militar em 1º de setembro de 1969.
Em comunicado, o governo líbio tratou os ataques de sábado como

"As nações ocidentais atacaram vários locais em Trípoli e Misrata, causando graves danos", disse. " Esta agressão bárbara contra o povo líbio ocorre após anunciarmos um cessar-fogo."
"Muitos civis foram feridos nesta agressão, os hospitais estão repletos, as ambulâncias não param", disse Zwei, sem citar números.
"Esta agressão não convencerá o povo líbio a se entregar aos bandos armados dirigidos pela al-Qaeda", concluiu Zwei.
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