A medida estava sendo estudada pelo governo desde o início do ano como uma das formas de conter o crédito e segurar o consumo dos brasileiros, fatores que p

Os gastos de brasileiros no exterior cresceram muito no ano passado por causa da valorização do real ante o dólar. A despesa bruta com cartão de crédito no primeiro bimestre do ano foi de US$ 2,03 bilhões, segundo o Banco Central, ante US$ 1,51 bilhão no mesmo período de 2010. Se os gastos com cartão de crédito no exterior em 2011 forem equivalentes ao do ano passado, o governo conseguirá reforçar a arrecadação em US$ 406,8 milhões, o equivalente a R$ 675,3 milhões, considerando um câmbio a R$ 1,66 por dólar.
Em 2008, para compensar a perda de arrecadação com o fim da CPMF, o governo já tinha elevado em 0,38% todas as operações de crédito. Com isso, o IOF sobre a fatura de cartão de crédito subiu naquela época de 2% para 2,38%. “O governo monitora e adota medidas se perceber distorções e excessos”, disse ontem o chefe adjunto do Departamento Econômico do Banco Central, Túlio Maciel, ao comentar o aumento dos gastos em cartão de crédito no exterior este ano.
Bebidas
Outra medida que servirá para reforçar a arrecadação é a elevação da carga tributária sobre as chamadas “bebidas frias” – cerveja, refrigerante e água. O decreto também será publicado na segunda-feira. Ele atualizará os preços de referência, usados para cálculo da tributação, entre 10% e 15%. A nova tabela corrige a base de incidência de impostos como PIS, Cofins e IPI. Por isso, explica a Receita, o impacto no preço final ao consumidor deve ser bem menor. O Fisco não informa quanto espera arrecadar com o aumento da tributação sobre bebidas.
Os preços de referência para o setor foram tomados pela última vez em janeiro de 2009 e posteriormente congelados pelo governo para dar fôlego às empresas na crise. A Receita informou que passará a atualizar a base de tributação pelo menos uma vez por ano. O setor de bebidas tentou reverter a medida numa reunião com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, mas não o convenceu.
Será publicada também na segunda-feira a medida provisória que corrige em 4,5% a tabela do Imposto de Renda, negociada com as centrais sindicais.
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