
Segundo declarações do porta-voz do governo japonês, Yukio Edano, o reator conseguiu resistir às explosões e o risco atual de um vazamento radioativo significativo é baixo.
As explosões no prédio do reator 3 deixaram onze feridos, incluindo seis militares, que a princípio foram dados como desaparecidos, segundo informações da agência Jiji Press.
As imagens da televisão local mostraram fumaça branca saindo das instalações. O canal NHK indicou que a explosão ocorreu por volta das 11h (horário local, 23h de Brasília de domingo) e derrubou uma das paredes do prédio que abriga o reator.
Segundo a agência Kyodo, as autoridades pediram a 600 moradores que não tinham sido evacuados em um perímetro de 20

Os níveis de radiação na usina nuclear de Fukushima, no nordeste do Japão, haviam voltado na segunda-feira (no horário local) a ultrapassar o limite permitido, segundo a agência Kyodo.
Desde o terremoto de sexta-feira no país, as autoridades tentam evitar o superaquecimento de vários reatores, em meio ao temor de que haja uma fusão do núcleo.
A situação é preocupante desde uma primeira explosão no sábado em uma das usinas de Fukushima.
O porta-voz governamental japonês, Yukio Edano, já havia reconhecido no domingo (horário local) a possibilidade de outra explosão no recipiente secundário de contenção do reator três pela acumulação de hidrogênio, embora tenha ressaltado que o incidente não causaria danos graves.
Os problemas na central nuclear de Fukushima começaram quando o tsunami que atingiu a região interrompeu o fornecimento de energia ao complexo.
Os geradores de emergência não funcionaram e o sistema de refrigeração ficou paralisado, provocando superaquecimento e a elevação dos níveis de radiação, até a explosão dos prédios dos reatores 1 e 3.

AMEAÇA NUCLEAR
O Japão luta para impedir o vazamento de reatores nucleares atingidos pelo terremoto, descrevendo o tremor e o tsunami, que pode ter provocado a morte de mais de 10 mil pessoas, como a pior crise que a nação já viveu desde a Segunda Guerra Mundial.
A Tepco, maior companhia de energia elétrica do Japão, injetou água do mar nos reatores número 1 e 3 na planta de Fukushima para resfriar e reduzir a pressão dentro dos contêineres onde estão os reatores.
"O terremoto, o tsunami e o incidente nuclear têm sido a maior crise que o Japão enfrentou nos 65 anos desde o fim da Segunda Guerra Mundial", disse o primeiro-ministro Naoto Kan em conferência de imprensa.
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