
Mas, segundo os técnicos do TCU, o valor máximo a que se poderia chegar o aluguel da Vila do Pan pelo período de dez meses dos jogos seria de R$ 19,5 milhões. Para chegar a este valor, foram considerados itens como IPTU e pagamento de condomínio. O valor cobrado pelo tribunal já caiu a quase metade do que foi apurado em 2008 no relatório preliminar do processo.
Além disso, diz o tribunal, não houve qualquer tipo de estudo para a aplicação do recurso.
"Foi uma conta de chegada. Se precisasse de R$ 35 milhões, seriam R$ 35 milhões", afirmou o relator do processo, ministro Walton Alencar, explicando que o valor dado pelo governo ao projeto era o que faltava para o início da construção.
A Vila do Pan foi feita pela construtora Agenco, que recebeu crédito do FGTS de R$ 189 milhões para a obra, aplicou R$ 15 milhões de recursos próprios e recebeu os R$ 25 milhões restante do governo, que repassou a verba para o Co-Rio, entidade criada pelo COB (Comitê Olímpico Brasileiro) e pelos entes governamentais para gerir os jogos. Os imóveis foram vendidos ao público.
Para fazer a cobrança, foi aberta o que se chama de tomada de contas especial, na qual os responsáveis pelos contratos no Ministério do Esporte e no Co-Rio terão que apresentar a defesa ou recolher o débito apontado pelo órgão.
O ministro Augusto Nardes, apresentou uma proposta de realizar mais investigações, considerar o valor dos aluguéis em 2007 e não em 2004 (como foi feito) e não responsabilizar o Co-Rio, entendendo que ele não era o indicado por fazer os estudo

COPA E OLIMPÍADA
Durante o julgamento, os ministros foram duros em criticar a forma como o Pan foi realizado e disseram que a decisão é um alerta contra irregularidades nos contratos da Copa-2014 e da Olimpíada-2016.
"Não vamos permitir o que aconteceu no Pan na Copa e nas Olimpíadas", afirmou Valmir Campello, responsável pelos processos da Copa, ressaltando que o órgão está trabalhando preventivamente para evitar que, após os eventos, os prejuízos tenham que ser cobrados como no Pan.
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