

A previsão orçamentária para o Ministério da Defesa neste ano é de R$ 31,3 bilhões. Além desse dinheiro, o contigente de segurança exigido para os eventos esportivos internacionais sediados no Brasil já estimula os negócios. De acordo com o presidente da Helibras, Eduardo Marson Ferreira, a expectativa é de que o número de helicópteros usados pelas forças policiais no país dobre em função dos eventos, passando de 120 para 240. A empresa é a única fabricante do país, parceira da europeia Eurocopter, com unidade em Itajubá, na Região Sul do estado.
No fim do mês passado, a Helibras recebeu os três primeiros helicópteros EC725, previstos em um contrato firmad

Quem também mira os eventos esportivos é a Indústria de Material Bélico do Brasil (Imbel). A unidade de Itajubá, que produz fuzis e pistolas, finaliza os testes do novo fuzil IA2, calibre 5.66mm. Ao fim dos testes, a fábrica produzirá cerca de 200 mil fuzis para as Forças Armadas. É o primeiro do tipo projetado e desenvolvido no país. De acordo com a diretoria de mercado da empresa, um pavilhão industrial está em construção em Itajubá. A quantidade prevista é suficiente para manter a fábrica ativa por 10 anos. Somente no ano passado, o Ministério da Defesa destinou R$ 29 milhões para a fábrica no

Blindados Já o projeto da Viatura Blindada de Transporte de Pessoal (VBTP), que está na fase final de produção, na fábrica da Iveco, em Sete Lagoas, não está diretamente ligado aos eventos esportivos. Faz parte de um programa de reaparelhamento e modernização dos equipamentos das Forças Armadas. O presidente da Iveco, Marco Mazzu, informou em recente entrevista que os primeiros protótipos serão testados neste ano e a pré-série será iniciada logo depois. A produção contratada é de aproximadamente dois mil veículos e levará 20 anos, sendo que o valor do contrato é de R$ 6 bilhões. Os blindados vão substituir os antigos Urutus, fabricados pela extinta Engesa, e que se tornaram conhecidos nas operações de reocupação de morros na cidade do Rio de Janeiro.
As Forças Armadas também têm contratos para modernização de helicópteros com a Helibras. Em Itajubá, 36 modelos Esquilo e 33 modelos Pantera receberão novas tecnologias, como painéis de instrum

Investimento As obras de expansão para o EC75 vão duplicar a capacidade instalada da Helibras. O investimento previsto na construção é de R$ 420 milhões. De uma empresa de 300 funcionários, a Helibras passará a ser uma companhia com mais de 600 empregados. Porém, com os demais programas de produção e manutenção civil e militar, a previsão é chegar a 1 mil funcionários em três anos. Um primeiro grupo de engenheiros e técnicos já realizou treinamentos na França, depois de ter participado de uma etapa preliminar, no Brasil, para fa

Para acompanhar a produção do EC725, funciona desde outubro o Grupo de Acompanhamento e Controle (GAC), que representa as Forças Armadas, com 16 integrantes. Eles conferem os materiais recebidos e trabalham em regime integral, tanto na planta de Itajubá quanto na unidade de da Eurocopter, em Maringnane, na França. A vigilância serve para garantir a transferência e o domínio da tecnologia, prevista em acordo. A transferência de tecnologia permitirá que a Helibras fabrique o modelo EC225, versão civil do EC725, que vem sendo usada nos trabalhos de prospecção e exploração de petróleo no pré-sal na Bacia de Santos pelas empresas que atendem a Petrobras.
Só não sei onde foi parar esses 29 milhões destinados a IMBEL...
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