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sábado, 13 de julho de 2013

VPN e extensões ajudam a navegar com privacidade

As redes privadas “escondem” o IP da máquina do usuário e, no mínimo, dificultam o rastreamento on-line; outra opção é mandar emails encriptados
  Breno Baldrati A revelação de que o governo americano mantinha uma rede de espionagem que funcionou ativamente no Brasil é um bom motivo para usuários buscarem maneiras de proteger a privacidade de sua navegação. Usar a internet de forma anônima dá um pouco de trabalho, mas com alguns softwares e plug-ins, é possível no mínimo ofuscar o rastro das atividades realizadas on-line. Não que isso possa parar agências altamente capacitadas, como a NSA, mas, ao menos, dificulta o trabalho delas.
VPN
Opções
Escolha de rede depende de política de cada empresa
A escolha de uma VPN segura depende de diferentes variáveis: se a empresa mantém ou não logs dos usuários, como ela se comporta quando requisitada a divulgar dados aos governos e como o método de pagamento pelo produto está ligado à conta de cada usuário. O site TorrentFreak fez uma pesquisa com as principais empresas fornecedoras de VPN e montou uma lista com as mais confiáveis. Uma das melhores é a Private Internet Access [www.privateinternetaccess.com/]. Pelo contrato de um ano, o produto sai por US$ 3.33 ao mês. Sem fidelidade, a mensalidade custa US$ 6,95. O Private não trabalha com um servidor com IP estático, e sim com um IP compartilhado, o que garante mais a segurança.
Uma VPN, rede particular virtual [do inglês Virtual Private Network], é uma das principais maneiras de garantir a privacidade da navegação. Basicamente, a VPN cria um túnel encriptado entre o computador do usuário e o servidor da VPN. Com isso, o provedor de internet não tem acesso aos dados que estão sendo transmitidos nesse túnel – ele sabe apenas que o usuário se conectou a um servidor VPN, a que horas e por quanto tempo, mas não tem acesso ao conteúdo. Em outras palavras, a VPN ajuda a esconder o IP do computador do usuário [o número de identidade de cada máquina]. Quando um usuário está baixando um arquivo que está numa central na Europa, por exemplo, a VPN mostra que esse arquivo está sendo baixado por uma máquina com IP americano – ou de algum outro país da escolha do usuário – escondendo, portanto, o verdadeiro IP da máquina, localizada no Brasil.
A VPN pode não servir para nada, no entanto, caso a empresa que administre a rede mantenha as informações de seus usuários e coopere com as agências do governo. Se forem requeridas a divulgar dados de um usuário específico, a empresa pode facilmente buscar os arquivos desse usuário no sistema e entrega-los às autoridades. É importante, portanto, procurar uma VPN que não arquive logs [os registros das atividades realizadas por um computador]. Leia mais ao lado.
E-mails
O problema de usar os e-mails mais conhecidos da web – como Gmail, Outlook e Yahoo – é que essas empresas são complacentes com o governo americano. A questão não é tanto que um hacker possa acessar a sua conta ou conteúdo de sua comunicação, embora isso também seja possível, mas sim que o próprio Google ou a Microsoft entreguem as informações dos usuários. Essas empresas têm interesse em manter os dados porque é a maneira que elas têm de melhorar a forma como exibem anúncios.
Uma maneira de continuar a usar o Gmail de forma segura é utilizar uma extensão que encripta o conteúdo das mensagens. O SecureGmail é uma extensão que pode ser instalada no Gmail. A extensão facilita a encriptação do conteúdo do Gmail e obriga que o destinatário da mensagem possua uma senha para lê-la. O SecureGmail é fácil de ser usado. Ao lado do botão de escrever aparecerá um cadeado. Basta clicar no botão para mandar um email de forma segura.
O conteúdo vai ser encriptado antes de ser enviado, portanto a mensagem não ficará armazenada nos servidores do Google. Ao apertar enviar, você vai ter de informar a senha que o destinatário precisará digitar para receber o email.

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