
A Folha revelou ontem que o ministro adquiriu dois imóveis em área nobre de São Paulo: um apartamento de R$ 6,6 milhões e um escritório de R$ 882 mil. Os dois imóveis foram comprados por Palocci por meio da empresa Projeto, da qual ele é sócio principal, com 99,9% do capital.
"A comissão toma contato com o patrimônio das altas autoridades quando elas são investidas. Não nos cabe indagar da história das fortunas dos pobres e dos ricos que chegam a ministro de Estado. Ninguém perguntou a muitos milionários que chegaram a ministro como se tornaram milionários, a declaração patrimonial é para que se controle suas variações patrimoniais como ministro."
Pertence disse que, antes de assumir o cargo em janeiro, Palocci fez uma "consulta informal" à comissão para saber se haveria problemas com o contrato da empresa.
O ministro abriu a Projeto com sua mulher, Margareth, no dia 21 de julho de 2006. A empresa foi criada como consultoria e virou administradora de imóveis dois dias antes de Palocci chegar à Casa Civil.
De acordo com Pertence, a mudança de contrato não representa nenhum problema. "Houve informalmente um contato indagando sobre o problema da mudança do objeto da sociedade e de um contrato com uma instituição financeira para a administração do patrimônio a que se reduziu a atividade dessa empresa."

Ele disse que a "fórmula" de restringir a atuação das empresas já foi adota por outros ministros no governo Lula como Márcio Thomas Bastos (Justiça) e Henrique Meirelles (Banco Central).
"A empresa de consultoria assim tão amplamente caracterizada traz sempre possibilidades de conflitos de interesse com a atuação de um ministro de Estado particularmente o ministro chefe da Casa Civil que tem uma abrangência de atuação muito grande por todas as áreas de governo."
O presidente da Comissão de Ética afirmou que atualmente a empresa é controlada administrativamente por um banco e que o ministro não está envolvido no controle. Empresa hoje está reduzida a uma finalidade: administrar dois imóveis. As decisões administrativas foram cedidas a um banco e são tomadas sem que Palocci seja consultado.
Questionado se Palocci informou quais eram os clientes da Projeto, Pertence disse que "ele não era obrigado".
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