Segundo testemunhas, foram ouvidos tiroteios na região e cortinas d

As forças de segurança sírias também continuaram com seus esforços para reprimir os protestos contra o governo na terceira maior cidade do país, Homs, na cidade costeira de Baniyas e no entorno de Deraa, no sul do país.
No domingo, houve relatos de tiroteios, prisões e mortes em Homs, incluindo a de um menino de 12 anos.
A Síria não vem permitindo a entrada de jornalistas estrangeiros no país, o que torna mais difícil a verificação independente das informações.
ARTILHARIA PESADA
Na manhã desta segunda-feira, relatos de grupos de ativistas pela internet afirmaram que o subúrbio de Muadhamiya, no oeste de Damasco, foi cercado por tropas do Exército.
Segundo eles, tiros de artilharia pesada podiam ser ouvidos, e uma nuvem de fumaça preta cobria a região. A eletricidade e as linhas telefônicas também foram cortadas no b

Enquanto isso, forças de segurança estariam se deslocando para Homs, ao norte de Damasco, onde soldados com tanques do Exército estariam fazendo buscas em casas e prendendo opositores desde a noite de sábado.
O Exército afirmou que suas operações contra "terroristas armados" continuam.
Segundo o governo sírio, seis soldados e policiais foram mortos e outros ficaram feridos durante as operações em Homs, Baniyas e Deraa.
Um morador de Homs, que pediu anonimato, disse à BBC: "Não podemos ficar por muito mais tempo enfrentando essas armas. Alguém do seu lado, de outros países, deveria fazer alguma coisa".
PRISÕES
O grupo Observatório Sírio para Direitos Humanos, baseado na Grã-Bretanha, afirmou que centenas de pessoas foram presas em Baniyas no domingo.
Em Deraa, que está sob ocupação militar há duas semanas, moradores receberam a permissão de sair de suas casas por algumas horas para comprar suprimentos antes da imposição de um toque de recolher.
A TV estatal síria mostrou imagens de um microônibus no qual dez trabalhadores sírios que voltavam do Líbano teriam morrido ao sofrer uma emboscada por atiradores na manhã do domingo.

Segundo o correspondente da BBC em Beirute Jim Muir, manifestações contra o governo continuam acontecendo em várias partes do país apesar da repressão oficial.
Segundo grupos de defesa de direitos humanos, mais de 500 pessoas já teriam sido mortas desde o início dos protestos, em março.
As manifestações contra o governo, inspiradas pela onda de protestos pró-democracia no Oriente Médio, representam o mais sério desafio ao presidente Bashar al-Assad desde que ele assumiu o poder, em 2000, após a morte do pai, Hafez al-Assad.
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