
Localizados no início deste mês em alto-mar, os gravadores que ficaram submersos durante dois anos a 4 mil metros de profundidade foram apresentados à imprensa na sede do escritório francês em Bourget, nos arredores de Paris, e começam a ser analisados ainda na tarde desta quinta pela equipe responsável pela investigação.
Os conteúdos das caixas-pretas são fundamentais para elucidar o acidente com o Airbus que caiu no Atlântico quando fazia a rota Rio-Paris, já que contém a gravação das conversas na cabine da aeronave.
O diretor do BEA, Jean-Paul Troadec, disse que “exteriormente as caixas-pretas estão em bom

Troadec também esclareceu que, embora na próxima semana já seja possível saber se o equipamento cumpriu a função de registrar as conversas e dados do voo, não significa que será possível conhecer as circunstâncias do acidente.
“É preciso confirmar estes dados, confrontar com outros que temos ou que podemos obter de outras peças que serão recuperadas”, disse.
“Temos que deixar os investigadores e pesquisadores trabalharem de forma serena, no tempo necessário. Na semana que vem teremos mais elementos, mas não explicações. Não esperem que na próx

O responsável pela investigação, Alain Bouillard, no entanto, sinalizou que não divulgará um comunicado com conclusões sobre o acidente antes do final deste ano, mas se recusou a dar uma data.
Troadec disse que as conversas entre os pilotos não serão divulgadas ao público, mas disse que a possível transcrição fará parte do comunicado final, se for útil à investigação.
Resgate de corpos
Quanto ao resgate de corpos das vítimas, o fiscal-adjunto de Paris, Jean Quintard, disse que a prioridade da investigação é recuperar elementos que sejam úteis para a compreensão do acidente.
Familiares das vítimas tem manifestado o desejo de que os corpos sejam recuperados, para que seja possível identificá-los.
Até agora foram recuperados dois corpos, que estão sendo submetidos a e

O estado de conservação dos corpos, que também permaneceram quase dois anos em águas profundas, dificulta o resgate e a identificação. De acordo com a equipe, os exames de DNA são realizados nos ossos dos cadáveres e não é possível precisar se conseguirão identificar as vítimas do voo.
Especialista brasileiro
O Comando da Aeronáutica brasileiro enviou na noite de terça-feira (10) para a França um oficial especialista em abertura e degravação de caixas-pretas para acompanhar na sede do BEA a leitura dos gravadores recuperados em alto-mar.
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