Com a inserção de um político na cadeia de comando e a subordinação

Para fazer o quê? Depois da Segunda Guerra, os políticos brasileiros souberam explorar o prestígio dos militares. Em meio à instabilidade reinante, um jovem general proferiu em 1957 uma palestra sobre o preparo e emprego das Forças Armadas. Profissional arraigadamente legalista, Castello Branco como chefe do Estado-Maior reiteraria no início dos anos 60 o alerta sobre a transformação do Exército em milícia.
Anos depois, como presidente num regime que ele via compromissado com a autoextinção, Castello Branco tomou medidas para afastar as Forças Armadas da política partidária, reforçando o papel dos alto-comandos e limitando o tempo de serviço dos oficiais generais. Levou algum tempo para saber para quê.
Ingênuo ou não, foi esse ideal que viabilizou um novo regime, de normalid

Para instituir o quê? A História não se repete, mas deixa lições. O controle político ilimitado das Forças Armadas permite que um Rumsfeld, o manda-chuva do Pentágono na Guerra do Iraque, emita ordens de mobilização e deslocamento a unidades militares para um conflito a ser precipitado segundo as conveniências do poder e demita preventivamente quem dele discordar por dever funcional. Da caixa de horrores da ascensão nazista nos anos 30 na Alemanha, pode-se tirar a vergonhosa omissão dos seus generais diante do assassinato de políticos e de alguns de seus próprios companheiros que levou à supressão de toda e qualquer oposição. Bem, aqui a História já respondeu para quê.
Sérgio Paulo Muniz Costa foi delegado do Brasil na Junta Interamericana de Defesa, órgão de assessoria da OEA para assuntos de segurança hemisférica
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