Imagem: Rede Social Onde Fui Roubado

Em Curitiba, no primeiro trimestre de 2013, foram mais de 3 mil casos de roubo a comércios, enquanto no primeiro semestre de 2012, contou com 2.5 mil, segundo a pesquisa da Secretaria de Estado da Segurança Pública (Sesp). Os números também mostram que a criminalidade subiu em alguns bairros da cidade, como por exemplo, no Jardim Social, que teve um acréscimo de 144% nos roubos, em comparação ao ano passado.
Na tentativa de ajudar, de alguma forma, as pessoas que foram afetadas por esses crimes, dois alunos da Universidade Federal da Bahia (UFBA), criaram a rede colaborativa “Onde fui Roubado”. A ferramenta tem como objetivo mostrar os pontos em que as pessoas foram assaltadas, em qualquer município do Brasil. Segundo o desenvolvedor e cofundador do site, Filipe Norton, esse sistema pode auxiliar no levantamento de dados sobre a criminalidade no país. “Nós acreditamos que, colaborativamente, poderemos reunir frequentemente dados sobre a criminalidade, em cada cidade do Brasil. Gerar estatísticas sobre esses dados é útil para população e para polícia, que pode criar estratégias de combate e prevenção ao crime”, afirma.
O projeto, lançado no final de junho, conta com um ranking que mostra as cidades que tiveram mais registros. Até o momento, 11.148 denúncias já foram registradas e mais de 300 mil pessoas acessaram o site. Em Curitiba, há 288 casos denunciados, sendo o celular o objeto mais roubado e o assalto à mão armada, o mais frequente.
As redes sociais também se tornam importantes aliadas no momento de propagar os roubos, principalmente no Facebook, onde é possível colocar uma foto do veículo e escrever, com riqueza de detalhes, o local, as características, o horário e etc. Como a maioria dos usuários fica conectado o dia todo, a rapidez com que a informação corre é grande, com isso, a chance de encontrar o veículo aumenta, mesmo sendo pequena.
O uso das redes sociais e da internet podem se tornar grandes aliados no combate ao crime. Mas, a ferramenta só funcionará a partir do momento em que as pessoas, que foram lesadas de algum modo, comecem a se pronunciar por esse meio.
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