
De acordo com estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), o consumo de combustível por tonelada transportada em uma ferrovia moderna corresponde a cerca de 20% do consumo em uma rodovia.
Os trens de carga emitem 70% menos dióxido de carbono (CO2) e 66% menos monóxido de carbono (CO) do que os caminhões. Além disso, a indústria ferroviária já começa a desenvolver materiais ecologicamente corretos, como plástico reciclável para uso em vagões, dormentes, cruzetas e outros materiais.
Novos materiais
Também existem estudos para ampliação do uso de locomotivas movidas a biodiesel. O que também traria impactos positivos ao meio ambiente. Segundo a Associação Nacional dos Transportadores Ferroviários (ANTF), cada tonelada de biodiesel consumido evita a emissão de 3,5 toneladas de CO2, decorrente do diesel mineral.
O menor espaço ocupado pelas rodovias também é um fator positivo. Francisco Oliveira, da ONGTrem, lembra que o custo do transporte é menor que em outros tipos, incluindo aéreos e aquaviários. E, apesar de considerar alto o custo para implementação de ferrovias, acredita que os benefícios e o retorno compensam.
A ferrovia pode ter composições com cem vagões e apenas duas pes

De acordo com dados da ANTF, o Brasil possui 28,8 mil quilômetros de ferrovias. Contudo, a entidade afirma que, para um país com as proporções continentais do Brasil, seriam necessários 52 mil quilômetros. Tanto para o transporte de cargas como de passageiros.
Falta de planejamento seria o problema
As ferrovias ainda tem um longo percurso a seguir para chegar ao seu potencial de uso, de acordo com diretor-executivo da ANTF, Rodrigo Vilaça. Ele afirma que a falta de planejamento é um dos fatores que mais contribuem para o atraso do país nesse quesito.
Precisamos reparar a malha existente dentro de um marco regulatório que traga confiança, estabilidade e regras bem definidas disse.
Vilaça afirma que muitos problemas operacionais, no entanto, não podem ser resolvidos pelas concessionárias, como invasões nas linhas dos trens. Ele atribui a responsabilidade, nesse caso, ao poder público.
Por outro lado, os defensores das ferrovias garantem que é um transporte seguro. Os riscos de acidente são bem menores quando comparados a outros meios. Entre muitos fatores, não há trânsito, e dificilmente ocorrem colisões entre trens.
Segundo a ANTF, houve redução de 74,3% no número de acidentes nos últimos 13 anos. Em 1997 foram 3.703 e, em 2009, foram registrados 951.
Contudo, a escassez de investimento durante anos a fio fez com que a falta de padronização dos trens seja um entrave. Dos 28.800 quilômetros atualmente sob responsabilidade das concessionárias, 23.900 são de bitola estreita, que

É mais antiga e menos competitiva, pois não permite desenvolver grandes velocidades. Quando muito, a velocidade chega a 50 quilômetros por hora.
Apenas 5.400 quilômetros são de bitola larga, com 1,6 metro. Elas permitem que os trens sejam mais ágeis, tornando-os mais competitivos. Tanto pela rapidez no transporte como pela quantidade de viagens que podem realizar.http://www.estacoesferroviarias.com.br/ http://tudosobreferrovias.blogspot.com/
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