
Os novos casos da doença foram identificados nos Estados de São Paulo (13), Rio de Janeiro (8), Minas Gerais (6), Paraná (6), Bahia (4), Mato Grosso do Sul (4), Pernambuco (4), Ceará (3), Santa Catarina (3), Amapá (1), Distrito Federal (1), Goiás (1), Mato Grosso (1) e Rio Grande do Sul (1).
Até esta tarde, o ministério acompanhava 1.414 casos suspeitos da doença no país. As amostras com secreções respiratórias dos pacientes estão em análise laboratorial. Outros 1.203 casos foram descartados.
Os números divulgados na tarde deste sábado se referem a informações repassadas pelas Secretarias Estaduais de Saúde até as 9h de hoje.
Perfil epidemiológico
Até ontem, dos 756 casos confirmados, 454 (60,1%) foram de pessoas que se infectaram no exterior e 177 (23,4%), de transmissão autóctone --ocorrida dentro do território nacional. Outros 125 casos permaneciam em investigação até ontem.
Segundo o ministério, os principais locais de provável infecção dos casos importados foram Argentina (287 casos), Estados Unidos (88) e Chile (42).
Todos os casos de contaminação dentro do Brasil têm vínculos epidemiológicos com pacientes que vieram do exterior. Desse modo, o Ministério da Saúde considera que, até o momento, a transmissão no Brasil é limitada, sem evidências de sustentabilidade da transmissão do vírus de pessoa a pessoa.
Novos procedimentos
Ontem, o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, afirmou que o governo vai fazer um "uso racional" dos medicamentos para contenção da gripe suína --como é chamada a gripe A (H1N1).
"A medida do governo brasileiro [de restringir a internação e medicação a pessoas imunodeprimidas, idosos e crianças com menos de 2 anos, tomada na semana passada] revelou-se extremamente acertada. A medicação desnecessária pode levar a uma resistência ao vírus, como já ocorreu em três países, Dinamarca, Japão e Hong Kong", afirmou.
Outra mudança anunciada ontem é que, a partir de agora, só serão submetidas a exames laboratoriais para diagnóstico pessoas cujos casos são considerados graves --ou em casos de surtos localizados.
A nova orientação do governo é que as pessoas procurem os centros de saúde normalmente e não os hospitais de referência. "Precisamos garantir que existam leitos disponíveis para os que realmente precisam. Se for necessário, essas pessoas serão encaminhadas aos hospitais de referência." Gripe ganha força e Argentina fica cada vez mais paralisada-Buenos Aires, 4 jul (EFE).- A Argentina está cada vez mais paralisada pela forte expansão da gripe suína, com uma série de suspensões de todo tipo de atividades e a decisão de alguns municípios de "fechar as portas" devido à doença, que já matou 55 pessoas no país. Pelo menos 20 distritos da província de Buenos Aires, a maior do país e a mais atingida pela epidemia, cancelaram atividades culturais, esportivas e oficiais para evitar a propagação da gripe.Nesses municípios, bares, discotecas, ginásios, bingos, cinemas, teatros, museus, shoppings e vários comércios amanheceram hoje com as porta fechadas para combater o avanço da doença, cujo número de infectados pode chegar a 100 mil, como já admitiu o próprio ministro da Saúde, Juan Manzur."Foi criado um clima louco. Os municípios parecem competir entre si, como se o que fechasse mais estabelecimentos fosse o melhor", assinalou o médico especialista em infecções Héctor Laplumé.O também médico Roberto Debagg considerou hoje que o auge da epidemia deve chegar em duas semanas, e que por isso "todos devem ficar alertas e manter os cuidados".As suspensões das atividades, que acontecem a cada minuto, chegaram até a eventos populares como a 20ª edição da Feira do Livro Infantil e Juvenil de Buenos Aires, cujos organizadores decidiram "acatar o conselho governamental".Alguns municípios da província como Luján, inclusive, declararam obrigatório "o uso da máscara em todas as igrejas e centros onde haja culto", enquanto em outros distritos do país foram suspensa as missas, além de outras atividades públicas.A serie de fechamentos se junta ao adiantamento do período de férias e à suspensão de aulas por cerca de um mês em várias províncias da nação, incluindo a de Buenos Aires, para evitar que a expansão do vírus cresça."Ontem fui ao supermercado e me assustou o ataque das pessoas, muitos compravam provisões para armazenar", disse à imprensa local Mónica Martínez, 43 anos, ao opinar sobre a preocupação gerada pela gripe nos argentinos.Manzur negou hoje que se tenha escondido números sobre doentes, como denunciam organizações e setores da oposição, e disse que chegou a 55 a quantidade de

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