
O início da análise do mensalão ainda não tem data para acontecer. Para que isso aconteça, ainda é necessário que o ministro Ricardo Lewandowski libere sua revisão sobre o caso.
Ayres Britto chegou a enviar aos colegas ontem três propostas de realização do julgamento. Na mais rápida delas, o julgamento dura três semanas e tem sessões durante o dia todo em todos os dias da semana. Na mais demorada, ocupa quatro dias da semana e acontece durante seis semanas, segundo os cálculos do presidente.
No ofício encaminhado aos colegas, Ayres Britto estabeleceu o dia 4 de junho para o início do julgamento, o que gerou certa confusão. Durante a reunião, a colega Cármen Lúcia chegou a questioná-lo se aquele dia estaria, de fato, estabelecido.

Pouco antes da sessão começar, quando apenas quatro dos 11 ministros ainda estavam presentes no gabinete do presidente --local onde a reunião ocorreu--, o relator Joaquim Barbosa afirmou aos colegas que não teria condições, por conta de seu problema nas costas, de realizar sessões todos os dias, do início da manhã ao início da noite.
"Pela dimensão do caso, esse julgamento será extremamente cansativo", afirmou o relator.
Barbosa ainda lembrou que o STF não pode deixar de realizar as sessões de turma, que ocorrem nas terças-feiras, e que os ministros devem ter um dia para organizar o gabinete e cuidar dos outros processos.

Naquela ocasião, o tribunal separou o caso por núcleos, indicando os personagens das áreas política, financeira e publicitária do esquema.
A discussão, porém, teve de ser interrompida por conta da sessão do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), marcada para 19 horas, que conta com a presença de três ministros do Supremo.
Os ministros voltarão a debater o tema na próxima semana, em nova reunião administrativa.
Nenhum comentário:
Postar um comentário